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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Narrativas

As estórias que ouço criam raízes e permanecem.
Fujo delas pelo caminho da memória mas  revejo-as dentro dos sonhos.
Sou eu a agigantar-me quando as narrativas me prendem e gritam  por uma saída qualquer .

segunda-feira, 31 de março de 2014

Chove-me o ser, não a alma. O ser e a alma são capa e contracapa. Não se colam, viram-se cada um para o seu lado.
Os sonhos dormidos estão no ser e na alma há um sentido mais fundo que  existe e não encontro.
Só em momentos raros de lucidez.

domingo, 23 de março de 2014

Chove como quem chora

Chove como quem chora. Chora o que foi, chora o que vem?
Chuva que molha o sem abrigo que mora aqui ao pé de mim.
Com dignidade e dois cães pequenos, em  alerta.
Ele não os deixa e eles ficam.
A única pertença de quem não tem mais.
Deito-me, penso neles. Acordo, vou à janela.
Não os vejo, mas queria que não chovesse e não fizesse frio no inverno da vida.
Amor de cão?
Meu ou deles?

2 de janeiro de 2014


Leitura de Julho

"A casa dos espíritos" de Isabel Allende   "Empúsio" de Olga TokarczuK