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quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Grande Viagem





A novidade da OQO!

Algum dia, talvez dentro de pouco tempo, construirei um barco muito grande; que possa flutuar como os barcos e voar como os aviões, apesar de ser um barco; que possa circular sobre a terra e por baixo de água como um barco com rodas, como uma nave submarina.
Um menino pensa numa grande viagem fantástica. Sulcará o mundo, atravessará países em guerra, resgatará animais em situação de perigo… para regressar como um herói.
Anna Castagnoli visa a precisão na palavra para transcrever o pensamento e os sonhos do protagonista, que habitam a imaginação desde a infância e que permitem construir uma realidade e defender-se dela quando esta não lhe agrada. A viagem, como metáfora da vida, leva o protagonista a descobrir o mundo e a tomar partido, resolvendo conflitos em circunstâncias difíceis.
Através da imaginação e da fantasia, este jovem viajante tece peripécias, inventa situações e constrói a sua identidade.


Por sua vez, Gabriel Pacheco resolve, em chave metafórica, a ideia do barco-viagem como o veículo fascinante onde habita a imaginação. O objecto, é fácil: uma caixa de cartão vazia, que a imaginação transforma em quarto (sugerindo espaços surrealistas); ou em nave que nos guia através dos sonhos. Na realidade, nunca se deixa o espaço da casa de onde arranca a imaginação.
O ilustrador propõe cenas isoladas mas de grande unidade estética: na cor, no espaço, nos elementos, nas personagens, na composição… deixando o fio narrativo no texto.
A ideia é levar ao extremo a força da palavra como tal e fazer das ilustrações um espaço onde estar e de onde arrancar o diálogo da leitura, abismando-se na poética das palavras.
Para sustentar a proposta plástica, elementos como os despojos, os brinquedos de criança ou outros objectos quotidianos transformar-se-ão em cenários fantásticos, oferecendo sugestões que ajudam a entender a história, gerando leituras de profundidades diversas.
Uma história emocionante que contém mensagens de solidariedade, essenciais para o crescimento de cada indivíduo.

Prémio ISAAC DÍAZ PARDO para o Livro Ilustrado 2009

Informação disponibilizada pela OQO

Fátima Afonso

Velliñas







maio 2009

Antea e Filipa son dúas velliñas humildes que comparten todo, aínda que o seu todo sexa case nada: sopa de auga de luns a sábado e un fideo a medias os domingos. Pero son felices ao contar coa súa maior riqueza: o afecto dunha pola outra.
Esta historia amosa que somos capaces de facer cousas que parecen imposibles polas persoas que queremos, e que paga a pena chegar a vellos, pero moi vellos, para gozar canda elas dos grandes praceres —un gran banquete— e dos pequenos —unha faba diminuta.
Charo Pita lémbranos que a idade é un regalo: está chea de vida e de misterios. Unha cara esculpida polas engurras é como unha árbore milenaria. O seu tronco groso florece cada primavera do mesmo xeito que unha persoa anciá con cada amencer. Así son Antea e Filipa, aventureiras do día a día, do carpe diem.
Velliñas é un relato de renacemento na vellez, con elementos máxicos propios dos contos tradicionais, onde o coidado, a paciencia, a imaxinación e a valentía transforman a rutina de dúas mulleres maiores que se queren cunha alegría e unha forza, capaces de venceren calquera contratempo.

Fátima Afonso regálanos neste álbum unha mostra, contida pero eficaz, da súa demostrada capacidade para xerar imaxes de marcado carácter narrativo. As puntuais contraposicións de texto-imaxe obrigan o lector a resolver algúns problemas de distanciamento, pero respectan en todo momento a función narrativa do discurso plástico.

A ilustradora lusa propón unha xenerosa serie de planos medios para despregar un discurso dominado sobre todo polos acrílicos, con imaxes repletas de suxestivos detalles narrativos, o que permite gozar dunha lectura demorada e profunda.

Texto de Charo Pita

Ilustracións de Fátima Afonso

+ de 4 anos
Tamén dispoñible en: ES

Informação disponibilizada pela OQO

Jessie Wilcox

                               
                                    

sábado, 17 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro





A DGLB está a articular este Dia Mundial do Livro com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social através da campanha Um livro faz-me mais rico, em colaboração com as Bibliotecas Municipais.
O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram escritores como Cervantes e Shakespeare.

A ideia da comemoração do DIA MUNDIAL DO LIVRO teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
Em 2010, a DGLB vai articular esta data com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. Também a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas estará presente nesse dia, pelas 11 horas, na Biblioteca da Associação Cultural Moinho da Juventude no Alto da Cova da Moura, numa cerimónia simbólica de oferta de livros.
Esta biblioteca, inaugurada em Janeiro de 2006, recebeu o nome do poeta António Ramos Rosa, que a apadrinhou. Desde então, vários projectos de promoção da leitura têm vindo a ser desenvolvidos com crianças, jovens e famílias. Alguns deles, dinamizados por Miguel Horta, têm recebido o apoio da DGLB.
Os cartazes que assinalam as duas efemérides são da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva.
                                               Notícia da DGLB

Leitura de Julho

"A casa dos espíritos" de Isabel Allende   "Empúsio" de Olga TokarczuK