segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Concurso Faça Lá um Poema

Aos colegas de Língua Portuguesa e Português

O P.N.L. e o C.C.B. lançaram o concurso “Faça Lá um Poema” como uma das formas de comemorar o Dia Mundial da Poesia. Os prazos são muito curtos porque só recebemos a informação em meados de Dezembro.
Como a escola tem previstas várias actividades no âmbito da produção e divulgação do texto poético, gostaríamos ainda de poder participar. Para isso será necessário entregar os poemas seleccionados, por turma, e já processados em Word (letra Arial 12, espaçamento 1,5 e título a 14, em Bold), no C.R.I.Ar., até dia 27 de Janeiro de 2010.
Quem não tiver oportunidade de participar neste concurso, pode colaborar no concurso interno, que irá decorrer, entregando os poemas elaborados até ao dia 1 de Março de 2010.
Nas duas situações, as temáticas a concurso serão:


Temáticas :
1. Tema livre
2. Poemas à maneira de ( com base em técnicas ou modelos apresentados):
• P de Porto;
• Poemas com Bichos;
• Matematicando – Tabuada do 7, 8 ou 9; A triste história do número;
• Telegrama – Do Capuchinho Vermelho para o lobo; Da gata Borralheira para a Madrasta;
• Poemas e Palavras Visuais;
• Poemas de Amor e Afectos.

Setúbal, 14 de Janeiro de 2010
A professora bibliotecária
Maria João Trindade
A subcoordenadora de Língua Portuguesa
Maria Leonor Moreira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Manuel Pereira Medeiros

Um privilégio conhecê-lo!
Obrigada pelo Convite. Lá estarei.

Luís Sepúlveda

Uma entrevista belíssima pela biografia e vivências do autor, pelos livros que escreveu, pelos Tempos que viveu e pelo Mundo que correu.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fumo




Tanto como os campos de concentração — com o que implicam de fome, frio, doença, violência e morte — interessa aqui um desses mundos pessoais e familiares que o nazismo destruiu, e que é das poucas coisas que tem cor frente ao cinzento cortante e ao silêncio.
Separação, solidão e saudade estão omnipresentes; a lembrança ajuda a fugir do isolamento e do desterro, e dá lugar — no inóspito do campo (lager) — ao amor, à amizade e à solidariedade: à humanidade, ao fim e ao cabo.
Se toda a violência está injustificada, a que põe fim à inocência ainda mais; contra ela, no processo de amadurecimento do protagonista, assistimos a um compromisso até à fusão com Vadío (única personagem com nome e etnia), que representa o reconhecimento no outro na catarse final.
O protagonista anónimo de Fumo descobre a realidade, mas filtra-a com a memória de um passado melhor. O despertar magoa-o e leva-o a uma aprendizagem rápida: a dureza e dificuldade da situação, e o instinto de sobrevivência obrigam-no a ser um menino responsável.
A inocência, mais que a impotência, marca o desenlace. Os inocentes não sobrevivem, dizia o Primo Levi; é o preço por ver a luz: a mão de Vadío apagando para sempre o medo e escrevendo com fumo uma palavra mágica sobre o céu da Polónia.
Uma comovente história de Antón Fortes com intensas imagens da polaca Joanna Concejo, de grande sensibilidade e beleza, apesar de reflectir a realidade do protagonista, que se torna mais dura ao enfrentá-la recorrentemente com lembranças da vida de onde foi ou foram todos arrancados.

MENÇÃO WHITE RAVEN 2009

in OQO editora

Leitura de Julho

"A casa dos espíritos" de Isabel Allende   "Empúsio" de Olga TokarczuK