quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Medo

Um dia, feito o silêncio da minha inquietude, caminhei à beira do precipício do medo, feito   fragilidade.
Sem dores e evitando confrontos, sigo em frente. Ser eu,  numa  sorte de vácuo, asfixiada pela ausência de razão.
Chego sempre atrasada ao encontro das minhas emoções.
Tal qual pardal assustadiço e inseguro.
As mãos, as pernas, a alma tremem. O coração também.
Incertezas que decorrem da vida e dos sentimentos.
Sou e estou.
Quero e pareço.
Não fujo. A realidade persegue-me tal sono sobressaltado e superficial.
Este sono sonho,  que me consome agora, a minha irrealidade.
Avanço.
Insegura.
Devagar.
Reflito na vida que desliza vertiginosamente.
Já não posso voltar atrás. 

ALA

 De Teresa Martins Marques (facebok) RIP António Lobo Antunes (Benfica, Lisboa, 1 de setembro de 1942 - 5 de março de 2026) foi um escritor ...